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Travessa Fonte 91
4500-553 Anta ESPINHO 

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Tratamento

Modelo

A metodologia utilizada está fundamentada no reconhecido modelo de tratamento americano, o Modelo Minnesota. Este Modelo é de longe o modelo de tratamento mais amplamente utilizado e que oferece os melhores resultados, embora em Portugal ainda não esteja muito difundido. O Modelo Minnesota combina o Modelo Médico (uma vez que advoga o conceito de doença sem cura mas com recuperação, também defendido pela OMS), a Filosofia do Programa de Recuperação de 12 Passos de Narcóticos Anónimos e Alcoólicos Anónimos que comprova ser possível recuperar sempre e quando se adira às propostas do programa, juntamente com os últimos avanços médicos, psicológicos e psiquiátricos.


O problema é assim entendido como uma Doença Primária, Crónica, Progressiva e Fatal; que afecta o indivíduo em termos físicos, emocionais, psicológicos, existenciais e sociais, pelo que o tratamento é individualizado e baseia-se numa abordagem bio-psico-social e espiritual, que trate o problema em toda a sua dimensão e que sirva de suporte para o indivíduo ao longo da sua vida.

Trata-se de uma abordagem integral e multidisciplinar, marcadamente humanista, orientada para dois objectivos a longo prazo: a abstinência de todo o tipo de drogas e a obtenção de uma vida de qualidade com saúde física, psicológica e emocional.

PROGRAMAS DE TRATAMENTO

TRATAMENTO PRIMÁRIO

PROGRAMA DE RECAÍDA

O tratamento no SAE está pensado para ser intensivo e de curta duração  para que possa produzir mudanças rápidas na vida das pessoas. O tratamento pode ser resumido em termos de um processo dinâmico sequencial ou como um programa sistémico de três fases que se interrelacionam:

1. Aceitar a impotência face ao problema;
Esta é a primeira meta do tratamento, uma conseguida a estabilização do cliente e processo de avaliação psicológica e psiquiátrica, há que ajuda-lo a admitir e aceitar que é impotente em relação às substâncias que alteram o seu humor e estado de consciência. Nesta fase ajuda-se o paciente a reconhecer e aceitar o facto de ter perdido o controlo sobre a sua vida por causa da sua adição ao álcool ou drogas.

2. Reconhecer a necessidade de mudança;
Aqui ajuda-se o paciente a reconhecer que é imprescindível e vital mudar o seu comportamento para a sua sobrevivência. Há que transmitir e fazê-lo acreditar que ele tem a capacidade para fazer essas mudanças. Outro aspecto importante é ajudar o paciente a perceber que a estrutura do programa de tratamento, a rotina básica para a levar a cabo é um veículo para posteriormente alcançar as mudanças necessárias. No período de tratamento aprendem e treinam uma série de competências que postas em prática lhes permite manter a sua recuperação. Introduz-se ainda os pacientes nos grupos de auto-ajuda de AA e NA, como uma ferramenta essencial para poder realizar o trabalho que a sua recuperação exige.

3. Planear para actuar;
A terceira meta do tratamento é ajudar o paciente para a acção, tomar decisões e mudar os comportamentos, atitudes e defeitos que necessita mudar. É apoiar o paciente a começar a visualizar que precisará e poderá redesenhar um projecto de vida com base numa mudança de estilo de vida mais saudável e satisfatório.

O SAE não acredita que a recaída seja parte da recuperação. O que acreditamos é que a recaída é o resultado do que não foi abordado ou tem sido negligenciado pelo paciente, o que criou o obstáculo para avançar numa vida em abstinência e recuperação. O nosso Programa de Recaída é para indivíduos que sofreram recaída após manter algum período de recuperação da sua dependência. Oferecemos um processo especializado, orientado por profissionais treinados para permitir a descoberta do que contribuiu para a recaída, bem como são identificados os obstáculos específicos à recupreação do paciente e questões subjacentes que contribuem para o processo de recaída são examinadas e resolvidas. Além disso, o programa de recaída ajuda-os a identificar os sinais de alerta de recaídas e a aprender habilidades específicas que o ajudarão a evitar recaídas adicionais. Antes da alta, é projectado um plano individualizado de prevenção da recaída para fortalecer ainda mais o plano de recuperação do cliente.

PROGRAMA FAMILIAR

LOREM IPSUM

O tratamento no SAE compreende também um programa familiar que se estrutura como uma experiência semanal que é educativa e vivencial.
A família recebe a mesma informação que o paciente, além disso ajuda-se o familiar a preparar-se para receber o paciente de volta; a conseguir que a sua vida não mais gire à volta do paciente e como pode desprender-se do problema, mas não da pessoa. Outro objectivo é ajudar a família a compreender o conceito de doença familiar e deixar que o paciente resolva os seus problemas enquanto os demais começam a viver a sua própria vida. O Programa familiar é específico e pode incluir todos ou apenas alguns membros, dependendo das necessidades da família.

 

Este Programa ocorre em simultâneo com o tratamento do paciente e é agendado previamente com os familiares.

 

O programa de família inclui:

•  Oportunidades de visita;
• Programas de família intensivos em dias a determinar pela equipa
•  Actualizações por telefone para os membros da família
•  Sessões de terapia familiar (se clinicamente apropriado)
●  Duas conferências de família

 

CUIDADO CONTINUO (AFTER-CARE)

Para o SAE esta é uma das etapas mais importantes do processo de recuperação. Tecnicamente, os cuidados contínuos começam após o cliente concluir um programa de tratamento e está pronto para ser reintegrado na sociadade. O objectivo dos aftercares não é apenas evitar uma recaída, mas sim manter o paciente envolvido na recuperação enquanto faz a transição do tratamento para a vida real. Ao enfrentar os desafios de uma vida sóbria, o serviço de pós-tratamento pode ajudá-lo das seguintes maneiras:

• Ajudar a fazer escolhas saudáveis sobre o seu estilo de vida, actividades e relacionamentos;
• Reforçar as habilidades que aprenderam para lidar com o stresse e emoções fortes;
• Ensinar a identificar os seus próprios gatilhos e evitar uma recaída;
• Ensinar a prevenir eventuais danos ou consequências de comportamentos mal adaptativos;
•Dar-lhe acesso a indivíduos e grupos de apoio que podem ajudá-lo no processo de recuperação.

TÉCNICAS PSICOTERAPÊUTICAS

TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

MODELO TRANSTEÓRICO DA MUDANÇA

A mudança não acontece de um momento para o outro, leva tempo e energia. Muito do processo inicial de mudança ocorre internamente enquanto a pessoa pondera se a mudança vale o tempo e o esforço exigidos. O processo de mudança começa com uma pessoa que não está consciente de nenhuma necessidade de mudança até que o problema não consegue ser ignorado, são feitos planos de mudança que, sendo alcançadas, levam a pessoa a trabalhar no sentido de manter a nova posição. Terapias com base no modelo transitório mostram como é que as pessoas fazem mudanças bem-sucedidas e facilitam o processo ao longo de todo o decurso das 5 fases da mudança: pré-contemplação, contemplação, preparação, acção e manutenção.

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ensina as pessoas a reconhecer humores, pensamentos e situações que provocam fissura (vontade incontrolável de uso de substâncias e outros comportamentos aditivos) e distorções da realidade. Um terapeuta treinado em técnicas de terapia cognitivo-comportamental ajuda a pessoa a evitar esses gatilhos e a substituir pensamentos e sentimentos negativos por outros mais saudáveis. As habilidades aprendidas através da terapia cognitivo-comportamental podem durar uma vida, é uma técnica poderosa baseada em evidências e centra-se na mudança de padrões de pensamento e comportamento destrutivos e doentios.

TERAPIA DA REALIDADE

 
 

A TCD é uma abordagem baseada em habilidades para aprender estratégias eficazes de enfrentamento que podem ser usadas para abordar e alterar comportamentos não saudáveis. Originalmente desenvolvido por Marsha M. Linehan, PhD, ensina às pessoas habilidades para lidar com o stresse, regular as emoções e melhorar o relacionamento com os outros. A TCD tem-se mostrado eficaz em adultos e adolescentes com uma gama de condições psiquiátricas e problemas de comportamento.

 
 

TERAPIA COMPORTAMENTAL DIALETICA

A Terapia da Realidade de Glasser é uma técnica muito útil para as pessoas que rejeitam a realidade em que vivem. O sucesso terapêutico está relacionado com fato de que o cliente deixa de rejeitar a realidade, encara-a tal como ela é e entende que só alcançará satisfação se fizer um trabalho consigo mesmo. A terapia da realidade de William Glasser visa a realização de metas concretas através da resolução de problemas e tomadas de decisões acertadas. Trata-se de ajudar o cliente a atingir os seus objectivos pessoais, analisando os seus comportamentos atuais e modificando aqueles que interferem nas metas; e colaborar com o cliente para que eles possam atender a cinco necessidades básicas: amor e pertença, poder, sobrevivência, liberdade e diversão.

LOREM IPSUM

 
 

A Terapia Focada nas Emoções é uma abordagem neo-humanista concebida para ajudar pessoas a tornar-se mais conscientes das suas emoções e a fazerem um uso produtivo das mesmas. Os pacientes são ajudados a identificar, experienciar, aceitar, explorar, dar sentido, transformar e administrar flexivelmente as suas emoções. Como resultado, eles tornam-se mais competentes na autorregulação emocional, no acesso a informação acerca de si mesmo e do seu mundo contidas nas suas emoções, bem como uma maior capacidade de viver uma vida mais plena e saudável.

 

TERAPIA FOCADA NAS EMOÇÕES

TERAPIA COMPORTAMENTAL DIALETICA+

TERAPIA RACIONAL EMOTIVA

A Terapia Racional Emotiva Comportamental, fundada por Albert Ellis em 1955, foi precursora ao evidenciar a influência de processos cognitivos sobre sentimentos e comportamentos. O princípio fundamental está sustentado no pressuposto de que aquilo que acontece não perturba as pessoas, mas as pessoas perturbam-se pela sua visão acerca daquilo que acontece. Assume assim que pensamento, sentimento e comportamento são interrelacionados, numa relação sistémica e devem ser trabalhados juntos, através do Sistema ABCDE, onde: A (acontecimento desencadeador), B (crenças irracionais), C (consequências emocionais e comportamentais), D (debate), E (nova crença). O objectivo é o de mudar a baixa tolerância à frustração e promover uma mudança emocional e comportamental profunda.

LOREM IPSUM

LOREM IPSUM

 
 

A adicção é uma doença familiar e como tal é importante que os outros membros da família possam receber tratamento para que eles aprendam a lidar com questões específicas relacionadas com o abuso de substâncias do membro da família, a doença mental ou outros problemas. No SAE, descobrimos que cerca de 90 por cento dos membros da família querem ser envolvidos no tratamento de seu ente querido, bem como percebemos que quanto maior é o envolvimento da família maior é o sucesso da recuperação. A terapia familiar é um tipo de psicoterapia que é planeado para ajudar os membros da família a melhorar a comunicação, resolver os seus conflitos, aumentar a consciência e compreensão do problema, para que assim eles possam aprender a melhor forma de apoiar o seu adicto e viver as suas próprias vidas.

 

TERAPIA FAMILIAR

PREVENÇÃO DA RECAÍDA

LOREM IPSUM

A recaída é uma realidade entre aqueles que tentam superar problemas de adicção. Ele é sempre desencadeado através da exposição a situações de risco tais como estados emocionais negativos, desejos e tentações, conflitos interpessoais, exposição a pessoas, lugares ou eventos associados ao abuso de substância. Durante as terapias de prevenção de recaídas, os clientes aprendem a identificar situações de risco e habilidades para lidar com eles; como aumentar a sua autoconfiança, eliminar mitos sobre os efeitos do álcool e das drogas e reestruturar as suas percepções sobre a recaída enquanto processo. Outros objectivos da terapia de prevenção de recaídas é a adopção de um estilo de vida equilibrado, comportamentos positivos, técnicas de controlo de estímulos e desenvolver um plano para o que fazer em situações de emergência para evitar a recaída.

LOGOTERAPIA

A logoterapia foi criada por Viktor Frankl, que acreditava que as pessoas são motivadas pelo desejo de encontrar um significado para as experiências que compõem as suas vidas. Frankl era um psiquiatra e neurologista que utilizou as suas experiências pessoais nos campos de concentração nazis para desenvolver um novo tipo de terapia. A logoterapia é baseada na crença de que cada indivíduo tem um núcleo saudável e que o sofrimento psicológico resulta da falta de significado na vida de um indivíduo. Muitos estudos descrevem os dependentes como pessoas que sempre sentiram um grande vazio existencial daí também a logoterapia ser muito útil para tratar abuso de substâncias. Ter um propósito, um sentido para a vida não só ajuda pessoas a ultrapassar sofrimento psicológico como pode fortalecer a resiliência face às adversidades da vida.

LOREM IPSUM

VIDEOTERAPIA

A videoterapia é uma atividade lúdica terapêutica caracterizada pela exibição de vídeos seleccionados (filmes, curtas, documentários, palestras entre outros) com o objectivo de mobilizar os clientes em torno de questões relevantes para o tratamento. A videoterapia abre espaço para que o adicto reflicta sobre variados assuntos relacionados com a recuperação, bem como sobre aspectos da sua vida. É ainda uma ferramenta de trabalho que Informa, entretém, seduz, desperta/inquieta, acalenta/conforta, desperta atitudes e expectativas; mediante aquilo que se pretende em determinado momento ou contexto de tratamento.
 

MEDITAÇÃO

A meditação pode ajudar a melhorar a concentração mental e clareza, reduzir a ansiedade e a depressão, e promover uma profunda sensação de paz interior. Através da meditação, aqueles que procuram recuperar podem conectar-se com a sua espiritualidade e redescobrir novas paixões. A meditação também oferece uma maneira saudável de aliviar a raiva e stresse, tantas vezes experimentado nos primeiros meses de abstinência. Os clientes que lutam com estados de emergência emocional podem constatar que a meditação relaxa o corpo e limpa a mente de preocupações e pensamentos ansiosos.

PSICOEDUCAÇÃO

LOREM IPSUM

Indivíduos com qualquer doença crónica tal como a dependência ou outras perturbações mentais devem receber informações precisas sobre o seu diagnóstico, tratamento e prognóstico e sobre como eles se podem ajudar a si mesmos para poderem recuperar. Isto é amplamente chamado de psicoeducação. Em grupos ou palestras psicoeducativas, os clientes aprendem sobre vários aspectos relacionados com a natureza da adicção e da recuperação de uma forma não-ameaçadora. A Psicoeducaçãoi é aplicada no sentido de aumentar a consciência acerca do problema e para reduzir as taxas de recaída.
 
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